segunda-feira, 17 de abril de 2017


Dos De Palmas mais desestruturados e indefinidos, mas...

O que retirámos de "Split":



Mentira. A sequência inicial também é fenomenal, do melhor que o Shyamalan já fez até hoje. Totalmente artificial e ilógica, assente apenas na arte de colocar e mover uma câmara. Depois começa o filme.

The Masque of Red Death.




Tal como o Luis Filipe Veira, a propósito da ida do Bernardo Silva para o Monaco, disse que "havia por lá umas cláusulas", também se pode dizer que no melhor do cinema de Corman, "há por lá uma história qualquer". Para ver em double bill com o Suspiria, ou com qualquer DeMille em Technicolor.

O filme estreado neste país em 2016 de que mais gostámos? Só o vimos em 2017.


A Toca do Lobo, Catarina Mourão.

Está bonito está, o cinema francês "de qualidade".


Já não bastavam as Garreladas e o seu "austero preto e branco" e os mesmos cornudos anuais; o cinema do papá e da mamã da Hansen-Love; a nouvelle vague provinciana do Desplechin; o Giraudie que neste último filme fez um amanhado episódico que passa por "cinema livre e sem concessões"; agora foi a vez do Dumont bater no fundo, o mesmo Dumont que anda há uma dúzia de anos a ser levado não ao colo, mas de Boeing pelos Cahiers e seus minions. Reconheça-se, neste asqueroso Ma Loute, um possível mérito: é capaz de irritar tanta a faxolândia como a esquerdalhada. De resto, é um festival grotesco que passa por encenar a milésima "luta de classes" (epá, pó caralho mais a "luta de classes", caralho) através de um arsenal caricatural capaz de corar de vergonha o pior funcionário do Charlie Hebdo. Gags inenarráveis e, pior, repetitivos; a "elite" parece a versão a esteróides da mesma "upper class" do Mon Oncle e a "classe trabalhadeira" é porca e animalesca (H.G.Wells, anda cá baixo ver isto!). Juliette Binoche nunca esteve assim, tão intragável, presa em tiques de "teatro" de revista. A maravilhosa Valeria Bruni Tedeschi, quase sempre perfeita na sua aura destrambelhada, ´tá aqui a fazer coisa nenhuma. Ah, e também há o sempre indispensável toque de "realismo mágico", com citação felliniana e tudo. Bardamerda, como diz o outro.

LOL. O segredo para, neste momento, se apreciar o cinema de Malick? Ver tudo como uma comédia involuntária.

Primeiro filme de Monte Hellman. 20 centavos, um dia de rodagem, um enorme prazer.

Mais um filme que apreciámos e que faz gala de um repreensível "mau gosto".


quinta-feira, 13 de abril de 2017


Caguei.

Depois de Noé, depois da filha do Coppola, depois de Winding Refn, agora foi a vez de gostar de um filme do Serra (embora haja por lá um plano cheio de "arte", com o Léaud a olhar fixamentte para a câmara durante uns dois ou três minutos e a música clássica a completar o encher de chouriços). Posto isto, só falta abocanhar com grande prazer um filme do Von Trier. Lições do dia: mais facilmente gostarei de um filme de um cabrão do que os de um cidadão cujos méritos vão  da "grande secura emocional" ao "reparem como é de extremo bom gosto apreciar este cinema" (Garreladas, Bellochiadas, todo esse bafio, etc.).

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Out of the Past.

Bom filme, aposta ganha da parte de Noé. A violência não é, na minha opinião, gratuita pois é fundamental para o desenrolar da acção. De referir a magnífica cena final em que os dois personagens estão no seu quarto. Com a premissa de "O tempo destrói tudo." o filme não desilude, antes pelo contrário.

A não perder

Daniel Pereira


 Grosseiro e maneirista filme de Gaspar Noé,realizador que se tem vindo a especializar em "filmes-chocantes".É um filme que irrita do primeiro ao último minuto.O caos emocional é estudado ao pormenor;tudo está cuidadosamente encenado,desembocando num todo ultra-pretensioso.É o estilo pelo estilo.A cena da violação provoca bocejos.Este filme assemelha-se àquelas maças bonitas e perfeitas por fora,mas com um conteúdo pobríssimo,podre,e a cheirar mal.Dá vontade de rebentar em insultos contra este filme.Mas n podemos cair na grosseria do senhor Noé...


Tiago Ribeiro 16/12/2002


www.Cinema2000.pt. Para rir até cair pó lado. 

ps: na altura, lembro-me de receber um mail de um cidadão preocupado com o bom uso do português. Não existe "pobríssimo", mas sim "paupérrimo"